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Telemedicina e wearables – Um combinação perfeita

By 14 de junho de 2021No Comments

Olá, amigos investidores!

 

A Telemedicina está avançando a passos largos e ainda vai avançar muito mais. Apesar de existir há décadas, a população não acreditava muito em ser atendido por um especialista por um meio virtual. No entanto, com a pandemia que se alastrou pelo mundo em 2020, não só os “Home Office” se provaram eficientes como também cursos à distância e mais recentemente, a telemedicina.

Eu poderia ficar algumas horas relacionando vários setores de investimentos que com certeza irão crescer no futuro. Já vemos os carros elétricos, uma nova internet chegando, a tecnologia do blockchain, a facilidade em realizar reuniões online e muito mais. Entretanto, existe uma linha de produto que vou abordar neste post que, combinado com a telemedicina, forma uma combinação perfeita para a saúde. Neste post veremos:

  • Telemedicina como investimento;
  • Empresas de telemedicina;
  • A telemedicina e os wearables;
  • Apple Watch; e
  • Considerações Finais.

Telemedicina como investimento

Sempre acompanhei ações tecnologia por acreditar serem o futuro. Não consigo ver um mundo onde a tecnologia não estará presente e também não consigo enxergar uma estagnação no avanço da tecnologia. Portanto, devemos evoluir juntamente com a tecnologia e observar outros segmentos de investimentos. A telemedicina é um desses que tenho estudado desde o ano passado.

Acredito que a maioria de vocês sabem que sou militar. O militarismo possui a característica de ser mais conservador em vários aspectos e por isso, quando eu vi que nosso sistema de saúde passou a adotar a telemedicina, pensei que realmente era hora de aumentar os estudos neste setor.

Hoje em dia existem várias empresas que já adotam o sistema de telemedicina. Algumas empresas exigem uma avaliação médica periódica para seus funcionários, o que antes era muito custoso e agora, tudo isso pode ser feito de modo online. O custo da prevenção da saúde tem diminuído bastante.

As pessoas mais conservadoras e mais antigas pode ter uma resistência maior em aceitar ser medicado por um médico através de uma tela, entretanto, este conceito vai se provando no tempo. A era de marcar uma consulta, pegar o carro, dirigir até o local, estacionar, entrar na sala de espera até a sua hora, ser atendido e depois voltar para casa, está acabando. No futuro só iremos ao hospital para emergências e cirurgias.

Empresas de telemedicina

 

Eu já acompanhava uma empresa de telemedicina chamada Livongo. A Livongo é uma empresa de telemedicina que já atua em vários países pelo mundo, inclusive no Brasil. Com uma simples assinatura mensal, você recebe toda a atenção médica no conforto do seu lar e ainda ganha um kit de monitoramento de pressão e glicose, dentre outros.

Mas por acompanhar mais a Livongo, acabei chegando na Teladoc. A Teladoc é outra empresa de telemedicina que vem crescendo em um ritmo muito forte. Comprou várias outras empresas menores para dominar o mercado. Em uma rápida pesquisa na internet, vi que a Teladoc comprou a InTouch Health e em seguida, a Livongo. Para minha surpresa, se a Livongo estava crescendo e no meu radar, a Teladoc atropelou tudo.

Falando em outras empresas de telemedicina que concorrem com a TDOC, temos ainda a MDLive que foi adquirida por uma empresa de seguros, a Cerner Corporation que já atua a mais de 40 anos no mercado de medicina e tecnologia, a Doctor on Demand e muitas outras que surgiram a partir de 2010. Até Amazon já está nesse ramo.

Mas todas essas empresas precisam estar conectadas à tecnologia. Quando digo conectada à tecnologia, não quero dizer somente ao programa para fazer uma live. Estas empresas precisam estar conectadas, literalmente, ao paciente e aqui entram os wearables.

telemedicina

A Telemedicina e os Wearables

 

Para a telemedicina funcionar, os dados dos pacientes precisam ser coletados e aqui entram vários setores de tecnologia passando desde a empresa que fabrica o podem para você se conectar à internet, até o data center onde os dados estão armazenados. No entanto, existe um outro tipo de tecnologia fundamental para o funcionamento da telemedicina, a coleta de dados do paciente.

Os wearables são aqueles produtos “vestíveis”. O mais fácil de compreender e falando sobre um monitor cardíaco. Há mais ou menos 15 anos eu já comprava um desses monitores cardíacos em formato de relógio para acompanhar minhas corridas e meus treinos.

Quem não se lembra dos relógios da Polar? E a Garmin com seus relógios que registram várias informações das suas atividades? Até a Peloton (apesar de ter sofrido com uns incidentes recentemente) é uma empresa promissora nessa área de saúde, de coleta de dados e teleatendimento. No entanto, um produto específico chama muito a minha atenção.

Apple Watch

 

Quando olho para meu pulso, vejo o Apple Watch. Já comentei que há mais de 15 anos eu já comprava um monitor cardíaco para monitorar minhas atividades. No entanto, desde que a primeira versão do Apple Watch foi lançada, eu só uso ele. Além de monitorar a agenda, podcast dentre outras utilidades, ainda monitora todas as minhas atividades separadas por tipo de exercício.

As últimas versões foram incrementadas com um tipo de eletrocardiograma e acreditem, funciona muito bem. Claro que o relógio sozinho não vai salvar a sua vida mas a ideia é que o monitoramento constante, te alerte de possíveis problemas. Para deixar um testemunho, quando fui fazer o teste de esteira no ano passado, eu utilizei o Apple Watch para comparar com a esteira e no fim, a acuracidade do relógio estava compatível com a esteira.

Mais de 100 milhões de Apple Watch já foram ativados no mundo todo. Se somarmos as outras marcas, acredito que podemos dobrar este número. Esses relógios monitoram nossas atividades diariamente e até poderão enviar esses dados imediatamente para um médico, caso encontre alguma anomalia. O Apple Watch já pode até chamar a emergência se ele perceber que você caiu de uma altura relevante e possa ter sofrido um acidente.

telemedicina

Contudo, os wearables não se resumem apenas aos relógios. Outros tipos de equipamentos serão fornecidos aos clientes dessas empresas de telemedicina como medidor de glicose e outros testes simples e fáceis de aplicar em casa no melhor estilo do it yourself. A própria Livongo já distribui um kit desses a custo zero para quem faz a assinatura.

Livongo

Considerações Finais

 

A telemedicina está avançando a passos largos. Empresas de tecnologia estão aliadas às empresas de saúde para fornecerem soluções de atendimento médico com baixo custo. Outras empresas já estão contratando esses serviços para evitar perderem seus clientes em uma manhã, ou até mesmo um dia inteiro, em uma consulta. Os wearables como os Apple Watch, registram suas atividades diárias e já fazem um pré diagnóstico da sua saúde.

Já é realidade que se for detectado anomalias nas suas atividades, seu médico já pode receber esta informação por meios dos equipamentos que usamos. Prevejo um aumento nesse setor de telemedicina tanto em atendimento ao paciente quanto nos investimentos.

E você? O que acha da telemedicina? Veio para ficar ou as pessoas preferem ser atendidas em um consultório? Acha que pode ser uma grande oportunidade de investimento? Deixe sua opinião nos comentários.

Bons investimentos.

Alex.

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Alex Mendes

Author Alex

Alex Mendes é o autor no site Como Investir no Exterior e do blog bpmilhao.com. Investe no Brasil desde 2007 e no exterior desde 2016.

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